Cada vez mais percebo que tudo gira. Tudo faz parte de um ciclo que considero viciante. Tudo vem, quase tudo vai. O que realmente faz sentido, esse sim, tem uma orbita diferente. Sinto-me como um pequeno pássaro que em tempos foi entregue ao cruel mundo de predadores e obrigado a mover mundos e fundos para vingar. O confronto com nuvens escuras e descargas eléctricas foi constante, mas enquanto não pára de voar não desiste de lutar.
Tal como diz o ditado popular "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura", chega a uma determinada altura em que o caminho toma um rumo estável, capaz de conduzir até bom porto. Tudo depende da confiança e vontade de viver.
O céu fica descoberto e o sol brilha. Brilha como nunca brilhou. Quando o ninho fica construído e confortável, é inevitável não ter vontade de viver e viver cada vez mais. Fazer tudo e mais alguma coisa que nunca pode fazer e viver antes. Aí ele está certo que o caminho é esse e não pensa sequer em olhar para trás.
Apesar de todo o misto de cores vivas e fortes predominantes, é inevitável por vezes não sentir por vezes o céu cinzento como se de um fantasma se tratasse. No entanto, a vontade de abraçar o que de tão bom tem fala sempre mais alto, tão alto que será uma espécie de caça-fantasmas, ou então "aspirador de nuvens escuras".
O presente é a prioridade, o futuro será sempre a projecção da luta do dia de hoje!
Pedro no caminho, deverá apanhá-las todas. De hoje em diante construirá o seu castelo!